Sobre
Antes de começar, há uma coisa que vocês devem saber sobre mim: eu gosto muito de escrever.
***********************
*Versão resumida:
Sou do Rio de Janeiro, formada em Design Gráfico, casada e tenho dois filhos lindos.
Amo viagens, amigos, cinema, livros, café e pipoca.
—-
*Versão completa:
Sempre gostei de registrar momentos e de ver a reação das pessoas enquanto olhavam as fotos.
Ainda pequena, gostava de fotografar minhas bonecas com aquela camerazinha Love, vocês lembram? Quando era adolescente, ganhei da minha mãe uma câmera compacta Yashica, que eu levava para todo canto. Vivia fotografando meus professores e colegas de colégio e achava um barato levar as fotos depois de reveladas (fotografava com filme, né…) para o pessoal ver. Eram sempre momentos de muita risada, muita alegria e eu amava aquilo.
Mas foi em 1999, quando fiz meu primeiro curso de fotografia, que me apaixonei de vez por essa louca e fascinante arte de escrever com a luz. O curso que fiz em seguida, de laboratório P&B, só reforçou em mim a vontade de fazer aquilo a vida inteira. Nada para mim era mais mágico do que ver uma imagem surgindo no papel que eu mergulhava no revelador. Magia pura. Apaixonante.
Entre 2001 e 2007, período em que tive meus dois filhos, Bruno e Daniela (que vocês irão ver muito por aqui) e cursei a faculdade de Design Gráfico, fiz alguns trabalhos como fotógrafa, mas andava muito dividida entre as tarefas de mãe, a fotografia e o design, pois acabei me apaixonando também por essa profissão, principalmente pela área de diagramação.
Foi em 2008 que recebi o incentivo que eu precisava para voltar de vez a fotografar: durante a pós-graduação em Artes Visuais, um professor que acabou se tornando um amigo, viu algumas de minhas fotos e me pediu que fotografasse para ele algumas igrejas e prédios históricos. Amei. E de lá para cá, não larguei mais a fotografia.
Passo a passo, devagar, fui descobrindo o que me dava mais prazer de fotografar. Cheguei à fotografia infantil meio por acaso. De tanto fotografar meus filhos, acho que foi esse tipo de fotografia que me escolheu e não o contrário. Acabei pegando um gosto danado pela coisa. Fotografando festas infantis, descobri que gostava de passar um tempo maior com cada criança que eu fotografava, de ganhar a confiança dela, para então fazer as fotos que eu queria – fotos que mostrassem a personalidade da criança. E foi isso que me levou à paixão pelos ensaios fotográficos. Interagir com as crianças, conversar, negociar com elas (“Tá bom, vou tirar uma foto da sua boneca, mas depois vou tirar uma sua, tá?”), sentar no chão, virar criança também… Os bebês fofos, que dispensam qualquer tipo de direção e deixam minha fotografia à mercê de suas pequenas e lindas vontades… As famílias, amorosas, felizes, que me trazem o desafio de mostrar aquele amor através das minhas imagens… É tão bom, que é difícil explicar. Esqueço tudo quando estou fotografando. Fome, sono e cansaço não existem. E depois, durante o processo de edição e tratamento das fotos, me pego sorrindo, revivendo aqueles momentos. Falar de fotografia, para mim, é falar de amor.

Este é o meu blog. Aqui vocês vão ver fotos (claro), palavras, sentimentos, um pouco do que eu sou e um pouco do que eu faço. Entrem e fiquem à vontade.
Beijos,
Márcia Silveira
P.S.: Lembram do professor que me deu o motivo que eu precisava para voltar de vez a fotografar? Então… Foi ele quem escreveu as lindas palavras abaixo sobre a minha fotografia.
********************
“O olhar é uma experiência que precisa ser aprendida. É um erro a suposição de que a imagem é uma linguagem universal. O mundo captado pelas redes do olhar não é mero processo ocular, senão uma vivência perceptiva de implicações cognitivas profundas. Por isso, não apenas olhamos, mas percebemos as coisas, o que vale dizer, que interpomos todo o nosso discernimento crítico em cada experiência visual a que nos entregamos. Quando olhamos, atribuímos sentidos às coisas que vemos, sentimos o mundo.
Como tudo aquilo que diz respeito à condição humana, alguns possuem uma extraordinária capacidade de ver coisas onde ninguém mais observa as minúcias de poéticas visuais que vicejam nos desvãos da singeleza cotidiana. É um olhar algo arqueológico de encontrar coisas invisíveis à desatenção do homem moderno, sempre tomado de premências ditadas pelo gosto ácido da urgência.
Márcia Silveira é uma dessas observadoras do mundo terreno, uma alquimista da luz, que nos mostra coisas que a pressa dos dias corridos nos cega para as belezas da vida. Poucas pessoas recortam o mundo à maneira de pequenas janelas abertas para a luz, como Márcia Silveira faz com sua máquina fotográfica. Paisagens com cenas de céus infinitos e de azuis absolutos, pequenas contas de vidro, torres de igreja centenárias, badulaques de uma feira de antiguidades, fechos de fitas coloridas numa barraca de feira, crianças que nos arrancam olhares enternecidos… Tudo importa a essa lente poética, que perscruta belezas inequívocas em ambientes improváveis.”
Marcus Tadeu Daniel Ribeiro*
*Marcus Tadeu Daniel Ribeiro é historiador da arte e professor.

adorei o seu trabalho márcia. parabens!!! as fotos são lindas. vc pode me passar um orçamento de um book? minha filha tem 1 aninho. bj! aguardo.
01/04/2010 at 6:52 pm
Amiga, sempre acreditei em você! Fico muito orgulhosa em ver que você está se dedicando de corpo e alma a esse trabalho que encanta e apaixona não somente à você, mas a todos que tem o privilegio de passar por suas lentes. Um trabalho lindo e fantástico.
Beijos da Tha.
06/10/2011 at 11:52 am
“O olhar é uma experiência que precisa ser aprendida” Marcus Tadeu Daniel Ribeiro
Esta frase resume bem a fotografia de qualidade, Bresson diz que temos que olhar, as pessoas não mais olham, elas somente apertam botões, elas não admiram, buscam o sentido daquilo que estão vendo, elas não enxergam elas vêem, é diferente.
Parabéns Márcia, por este olhar, continue olhando e ensinando-nos como conquistar os pequenos, fazendo negociações e percebendo o quanto eles são belos sem deixar de ser espontâneos! Oh! as vezes tenho que me segurar quando vou fazer os posts do site, pra não virar um jornal sabe, gosto de escrever assim como você, é muito bom transmitirmos através das palavras os sentidos e visão do mundo!
28/10/2011 at 4:04 pm